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"Somente a História nos instrui sobre o significado das coisas" (Milton Santos)

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Médicos cubanos no Brasil: choque de paradigmas

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Desresponsabilizamo-nos pela nossa vida e pela nossa morte, entregando-nos passivamente à indústria da doença: não sabemos mais viver mas, sobretudo, não sabemos mais morrer.

Desresponsabilizamo-nos pela nossa vida e pela nossa morte, entregando-nos passivamente à indústria da doença: não sabemos mais viver mas, sobretudo, não sabemos mais morrer.

Excelente entrevista de um médico brasileiro sobre a polêmica que envolve a importação de médicos estrangeiros, principalmente, cubanos: Médico brasileiro dá boas vindas aos cubanos: Que eles ajudem no “resgate do raciocínio clínico” (Aqui ou aqui).

É um conflito de paradigmas muito bem vindo, que joga luz sobre a forma como entregamos nossos corpos e almas, como produtos, a uma linha de montagem (ou de desmontagem, dependendo do caso) de uma fábrica da cura (mas também da doença), onde a reação dos médicos brasileiros é apenas a ponta do iceberg.
A lógica do sistema privado de saúde – que cresce a olhos vistos, e para onde a suposta classe C anseia (e vai) migrar – não é o mais perfeito exemplo disso que o doutor (e os cubanos) denuncia?
Há alguma perspectiva de que essa tendência à privatização/mercantilização/”tecnologização”/”comodificação” da saúde e da doença vá mudar?
O setor privado de saúde dos americanos e de outros países desenvolvidos já se apercebeu do “novo mercado” em potencial que desponta no Brasil, e começa a fazer as suas aquisições (Amil, uma das maiores operadoras privadas de planos de saúde, vendida para a UnitedHealth americana)
Quanto às comparações com o sistema cubano, por mais simpatia que possamos ter pelas opções políticas desse país e a forma com que aborda a saúde e a doença, seria bom ter acesso a números que comprovem a sua eficácia, sem os quais depoimentos como os do Dr. aqui na entrevista terão pouca serventia.

Written by Gustavo Lapido Loureiro

28/08/2013 at 10:20

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G8 contra-ataca a Cooperação Sul-Sul: mais um lance da disputa capitalista travestida de boas intenções

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Pascal Canfin, Ministro Delegado francês para a Cooperação para o Desenvolvimento

Pascal Canfin, Ministro Delegado francês para a Cooperação para o Desenvolvimento

Justine Greening, Secretária de Estado britânica para a Cooperação para o Desenvolvimento

Justine Greening, Secretária de Estado britânica para a Cooperação para o Desenvolvimento

De um lado, o Norte, o Ocidente, o G8: fala-se em Ajuda, ou Ajuda para o Desenvolvimento, embora o conceito, originalmente estabelecido por este grupo de países, refira-se a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento ou simplesmente Cooperação para o Desenvolvimento. Fala-se em doadores e receptores. Organizações típicas: USAID (Estados Unidos) e DFID (Inglaterra), para citar as mais poderosas em termos políticos e econômicos. Estabelece-se, implícita ou explicitamente, uma relação vertical, paternalista, onde se supõe que o receptor da ajuda deva não só receber recursos financeiros como também adotar modelos de governança que repliquem os valores éticos e gerenciais dos doadores: há condicionalidades explícitas. Pretende ser apolítica, mas replica, agora com as roupagens politicamente corretas da boa governança e da luta contra a corrupção, o velho padrão colonialista europeu da missão quase divina de civilizar os selvagens.

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

28/05/2013 at 20:18

A integração subalterna do Brasil à economia mundial: as atuais estatísticas econômicas estão sendo “fabricadas”?

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Dito de forma mais didática ainda…

Os aparelhos ideológicos do Estado Brasileiro têm obtido relativo sucesso na tarefa de convencer a população brasileira (inclusive grande parte dos partidos e organizações de esquerda) de que o crescimento do mercado interno é produto de sua política social de distribuição de renda. Sem distribuir ou democratizar, no entanto, os fatores de produção desta renda, mantendo a transferência de valor do trabalho ao capital por meio de uma estrutura tributária regressiva e sem garantir o crescimento do poder de compra dos salários dos trabalhadores, o governo se vê obrigado a retirar a remuneração dos lucros de suas estatísticas para poder assim produzir uma diminuição da desigualdade social que é ilusória.

por coletivo Brigadas Populares*, em 05/01/2012
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Written by Gustavo Lapido Loureiro

07/05/2013 at 19:43

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Prosavanaleaks: Vazamento revela que projeto brasileiro em Moçambique “é um paraíso para as grandes empresas” do agronegócio

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Marcos Antônio M., <i> Project Manager</i> na Vigna Brasil, com passagem pela Bunge e Bayer. A Vigna Brasil presta consultoria para empresas do agronegócio e sua diretoria participa da equipe da Fundação Getúlio Vargas responsável por elaborar o Plano Diretor do Prosavana e gerir o fundo de investimentos Nacala.

Marcos Antônio M., Project Manager na Vigna Brasil, com passagem pela Bunge e Bayer. A Vigna Brasil presta consultoria para empresas do agronegócio e sua diretoria participa da equipe da Fundação Getúlio Vargas responsável por elaborar o Plano Diretor do Prosavana e gerir o fundo de investimentos Nacala.

Grupos da sociedade civil moçambicana obtiveram acesso a documentos produzidos pelo Brasil e até agora secretos (ou pelo menos, não divulgados) relacionados ao desenvolvimento do projeto Prosavana.

Fica agora mais clara a orientação pela implementação do modelo do agronegócio brasileiro em Moçambique.

Os documentos foram produzidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a responsável pela elaboração do Plano Piloto do projeto e pela administração do fundo de investimento Nacala.

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

02/05/2013 at 19:27

Perversão voluntária: reality show, kapital e delação premiada

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Enquanto a brutalidade dos reality shows é escancarada e ninguém parece se importar com isso (..), o sofrimento que se desenrola no mundo do trabalho não tem visibilidade em razão de sua privatização. Apenas quando esse mal nosso de cada dia toma proporções de “escândalo” podemos entrever o que se passa a portas fechadas, como no caso dos suicídios de trabalhadores da France Telecom (aqui e aqui). Tais casos não são a exceção, mas a regra do trabalho no capitalismo flexível, como apontam inúmeros estudos da sociologia do trabalho a respeito dos mais diversos setores produtivos. As avaliações nas empresas, por exemplo, não passam de delação premiada; processos seletivos se tornaram gincanas, das mais às menos humilhantes, todas elas despropositadas; o assédio moral entre trabalhadores se tornou problema estrutural; isso para não falar nas tantas gambiarras jurídicas a fim de burlar as leis trabalhistas…

por Silvia Viana em Reality Show: mais real do que se gostaria. (Monde Diplomatique Brasil, 01/03/2013)

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

24/03/2013 at 18:46

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Internacionalização do renmibi: troca de divisas entre Brasil e China poderá ser anunciada em breve

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Segundo o Financial Times, depois de aproximadamente nove meses de gestação, Brasil e China poderão anunciar em breve uma troca de divisas no valor de 190 bilhões de renmibis – ou 30 bilhões de dólares.

O anúncio poderá ser feito durante a conferência dos Brics na próxima semana. Hong Lei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China disse na sexta-feira que um acordo seria assinado “em breve”.

Se isto acontecer, será mais um exemplo de uma lenta e progressiva internacionalização do renmibi.

Em artigo de maio de 2012, o mesmo Financial Times, analisava essa tendência (e fazia o seu lobby pela flexibilização da conta de capital da China) sob a perspectiva de quem obviamente defenderá o dólar numa possível guerra de divisas (Ler China diz que “está preparada” para uma guerra de divisas. G1, 02/03/2013)

Segue o artigo em tradução para o português.

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

22/03/2013 at 11:27

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Debate na TV indiana sobre acaparamento de terras em África (e o que eu tenho a ver com isso?)

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Para visualizar as legendas com uma faixa escura de fundo, tecle “b” (a tecla b); para aumentar ou diminuir as legendas, use as teclas “+” e “-”. Para outros ajustes, selecione Legendas – Configurações (com o vídeo em andamento)

Ilustrativo debate na TV indiana sobre o acaparamento de terras em África.

Para melhor apreciação, este debate pode ser visto à luz de algumas questões colocadas tanto pela política externa brasileira em África (onde o Brasil, embora em escala muito menor e com algumas especificidades, desempenha papel semelhante ao da Índia, em xeque aqui no vídeo) quanto pelo modelo de desenvolvimento em andamento no próprio Brasil, onde emergem conflitos com populações indígenas (vide Belo Monte) semelhantes aos narrados por alguns dos debatedores.

Outro ponto que merece destaque é a estratégia adotada pelos defensores das comunidades impactadas pelos projetos de desenvolvimento: acusações de violações de direitos humanos sempre amparados na Convenção 169 da OIT sobre povos indígenas, solicitações veladas de intervenção internacional nos países em que os projetos são adotados, supostamente incapazes de resolver essas questões, e solicitações explícitas de bloqueio econômico aos mesmos países.

Written by Gustavo Lapido Loureiro

04/03/2013 at 19:57

A Legitimidade Democrática do Fascismo

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1908 - Red Tree peq

“Foi a estes tipos de organização social, puro fruto do capitalismo democrático, que o fascismo veio dar uma forma mais sistemática. E como o fez numa época em que a classe dos gestores disputava já a iniciativa política e, portanto, quando os gestores da força de trabalho eram suficientemente fortes para terem inteiramente corrompido e burocratizado a organização sindical, o velho paternalismo de empresa pôde adquirir nova vitalidade apoiando-se no sindicalismo reformista ou, pelo menos, aceitando a sua colaboração.”

por João Bernardo para a Malasartes, 1992

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

28/02/2013 at 19:36

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A “arquitetura porosa e criativa” posta à prova – Parte II – Kátia Abreu entra na disputa dos fazendeiros contra a Monsanto

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A combativa senadora ruralista Kátia Abreu

A combativa senadora ruralista Kátia Abreu

A ação judicial impetrada por fazendeiros mato-grossenses contra o pagamento de royalties à Monsanto referentes a 2011 e 2012 está longe de um acordo final.

Agora, Kátia Abreu e a sua Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entram em cena.

E qual é o grande interesse deste imbróglio?

É que ele expõe, de forma cristalina, certas contradições do modelo agrícola brasileiro, louvado por gregos e troianos como a solução, senão de todos, de muitos dos problemas que afligem o Brasil, e mesmo a Humanidade.

O enredo desta peça expõe, a um só tempo a) a fragilidade da soberania do Brasil em determinar os prazos de patentes internacionais em território brasileiro (O Brasil diz que a patente da soja Roundup Ready, em seu território, terminou em 2010, a Monsanto só reconhece os prazos da patente internacional, que vão até 2014; b) a fragilidade do modelo do plantio direto, um dos carros-chefe da agricultura brasileira, defendido, incentivado e exportado pela Embrapa, e que, para funcionar e produzir esses indíces fantásticos de produtividade, precisa da aplicação de herbicidas, e tem na Monsanto – com o seu famoso herbicida Roundup Ready e a sua não tão famosa associação à Embrapa para desenvolvimento de sementes imunes ao herbicida – uma de suas peças principais. (O tema do plantio direto, a sua adoção pela Embrapa, e a sua dependência de multinacionais como a Monsanto é tema a ser desenvolvido aqui em breve, conforme já anunciado)

Por enquanto, fiquemos com a narrativa do correspondente de uma revista agrícola estadunidense, que, comparada com as notícias veiculadas na imprensa nacional, é a mais detalhada e acessível ao público que não acompanha a estória desde o começo. (Leia a notícia criptográfica da Folha de São Paulo – aqui ou aqui -, que não informa o contexto, e só é inteligível a quem já conhecia o assunto)

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

22/02/2013 at 10:54

A “arquitetura porosa e criativa” posta à prova: a disputa entre os fazendeiros do Mato Grosso e a Monsanto

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Carlos Fávaro, presidente da Aprosoja, Rui Prado, presidente da Famato e Ricardo Tomczyk, vice-presidente da Aprosoja. (Clique para ampliar)

Carlos Fávaro, presidente da Aprosoja, Rui Prado, presidente da Famato e Ricardo Tomczyk, vice-presidente da Aprosoja. (Clique para ampliar)

Hugh Grant, CEO da Monsanto. (Clique para ampliar)

Hugh Grant, CEO da Monsanto. (Clique para ampliar)

A “arquitetura porosa e criativa” do modelo Embrapa-Monsanto é posta à prova: uma disputa entre fazendeiros do Mato Grosso e a Monsanto Brazil está em curso envolvendo o pagamento de royalties referentes às famosas sementes Roundup Ready.

Como o que está por trás do modelo Embrapa-Monsanto é muito maior do que os valores (nada desprezíveis!) em questão  nesta disputa específica, é muito pouco provável que ela não venha a ser brevíssimamente resolvida entre os fazendeiros e a Embrapa-Monsanto, de forma a sossegar as partes envolvidas, especialmente a mais forte.

O que está em jogo, em última instância, é a solidez de um dos pilares principais – senão mesmo o principal – da economia e geopolítica brasileiros: o agronegócio.

É ele que, a um só tempo, equilibra o balanço de pagamentos (há quem diga, gere empregos) e sustenta o discurso ideológico de cooperação Sul-Sul (principalmente voltado para a África).

A incômoda “rebeldia” dos fazendeiros matogrossenses abala o centro nevrálgico (econômico e político) do modelo de produção do agronegócio brasileiro, ou seja, a Monsanto. (Ver, em breve neste blog, o post O segredo do sucesso do agronegócio brasileiro: o plantio direto e a Monsanto)

Segue tradução de artigo da revista estadunidense The Progressive Farmer (Não confundir o termo “Progressista” no nome da revista com o adjetivo “progressista” tradicionalmente usado por militantes do PT; aqui ele indica “fazendeiro tecnologicamente atualizado”)

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

13/01/2013 at 11:36

Porto Maravilha: Estética burguesa e perspectiva de ganhos (para uma minoria)

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Os espaços amplos são mera licença poética,

pois pelos gabaritos estabelecidos para as futuras edificações na área, mal será possível ver o céu (Clique na foto para ampliá-la)

pois pelos gabaritos estabelecidos para as futuras edificações na área, mal será possível ver o céu (Clique na foto para ampliá-la)

Análise detalhada do projeto de “revitalização” da área portuária do Rio de Janeiro, revelando o seu caráter privatizante e segregacionista (para não falar na tremenda falta de gosto que é a imposição da estética fast food cultural tão cara ao atual prefeito da cidade dita maravilhosa).

Segue artigo do arquiteto e urbanista Júlio Cláudio da Gama Bentes.

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

31/10/2012 at 20:11

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A farsa se repete como história: “Dívida faz crescer

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“Ao ler o que tenho escrito durante toda a minha vida, vão ver onde sempre estive”

“Ao ler o que tenho escrito durante toda a minha vida, vão ver onde sempre estive”

“Não existem economistas estruturalistas e monetaristas. O que há são economistas que pensam e que não pensam”, referindo-se [Delfim Netto] aos que propõem reforma agrária imediata e ampliação do mercado interno como únicos meios para assegurar o desenvolvimento.

por Revista Veja, Edição 12, 27/11/1968

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

22/10/2012 at 19:36

Movimento dos Atingidos por Barragens inaugura… uma barragem!

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A inauguração da Usina Hidrelétrica (UHE) de Estreito do Tocantins, realizada ontem pela Presidente do Brasil Dilma Rousseff na cidade de Estreito, no estado do Maranhão, contou com a talvez inédita presença – em eventos deste tipo, e com direito a discurso – de um representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Talvez seja mais um capítulo da narrativa de cooptação e fragmentação dos movimentos sociais  que, ao optarem por ver atendidas as suas demandas imediatas – como parece ser o caso dos Atingidos por Barragens na UHE Estreito – abdicariam da manutenção da luta contra o próprio sistema capitalista, supostamente, a Luta de Todas as Lutas.

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

18/10/2012 at 19:24

Quem é quem na Embraer – Um retrato da burguesia brasileira no poder

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Breve descrição biográfica dos 13 Membros do Conselho de Administração da Embraer, e gráficos da Participação Acionária dos maiores acionistas da empresa.

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

11/10/2012 at 12:03

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Um didático estudo de caso do “Modelo Graziano” – pesados investimentos do G8 na agricultura de Moçambique

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Se preferir, pode baixar o arquivo em formato PDF clicando aqui.

O “Modelo Graziano” do título se refere às idéias expressas em artigo publicado recentemente no Wall Street Journal por José Graziano da Silva, ex-Ministro Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome do primeiro governo Lula e atual Diretor da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Esse artigo está traduzido para o português e pode ser lido aqui.

O Brasil também está de olho na geração de riqueza agrícola em Moçambique, o que pode ser comprovado aqui.

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

04/10/2012 at 11:32

Neoliberalismo e Propriedade Intelectual

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A arrogância neoliberal no peculiar estilo barroco-enfastiado de Celso Lafer, Ministro das Relações Exteriores nos governos Collor e FHC

A arrogância neoliberal no peculiar estilo barroco-enfastiado de Celso Lafer, Ministro das Relações Exteriores nos governos Collor e FHC

“Se há um status quo, há maneiras de subvertê-lo. Agora, a subversão é uma função, matematicamente falando, da coisa a ser subvertida: não se luta eficazmente contra o capitalismo neoliberal da mesma maneira que se lutava contra o capitalismo da era fordista. Mas o reconhecimento dos pontos sobre os quais se pode atuar e de como incidir sobre eles não surge de imediato. Ele é fruto de longo processo de aprendizagem, que se desenvolve na medida em que os agentes elaboram reflexivamente os dados emanados de sua experiência.

Se o texto presente puder contribuir, ainda que minimamente, para esse resultado ele terá alcançado  seu objetivo.”

por Sebastião Carlos Velasco e Cruz* para o Primeira Versão, Unicamp, Vol. 108, 2002.

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

11/09/2012 at 12:26

Virilidade pasteurizada

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Legendas em português. Instruções sobre a sua utilização no fim do post

Um funcionário da Ambev, a megacorporação monopolista fabricante de cervejas no Brasil, processou a empresa porque o chefe – o gerente de vendas “Gilson” – costumava premiar a equipe com… mulheres.

O autor da ação descreveu na reclamação trabalhista que chegou a ser amarrado e obrigado a assistir a filmes pornôs. Em outra situação, uma stripper foi levada à sua sala para se despir. Ele também relatou que os vendedores eram obrigados a participar de festas com a presença de garotas de programa [Nota Matutações: prostitutas], o que seria um incentivo para o aumento de vendas: funcionários que batiam as metas de venda recebiam “vales garota de programa”. Os fatos ocorreram mais de dez vezes entre os anos de 2003 e 2004.” (Ambev deve indenizar empregado forçado a estar com garotas de programa. O Globo, 04/09/2012)

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

04/09/2012 at 12:20

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Governança da Internet: Estados Unidos contra-atacam

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O Subsecretário de Comércio para Comunicações e Informação Larry Strickling foi incubido pelo povo estadunidense, por unanimidade, de zelar pela manutenção do atual estado de coisas da Internet. A Google, obviamente, aplaude.

O Subsecretário de Comércio para Comunicações e Informação Larry Strickling foi incubido pelo povo estadunidense, por unanimidade, de zelar pela manutenção do atual estado de coisas da Internet. A Google, obviamente, aplaude.

Hoje, a Câmara dos Deputados aprovou uma importante resolução coordenada, com o objetivo de garantir que a Internet permaneça uma plataforma aberta, estável e global para o crescimento econômico, a inovação e a expressão pública e cultural. Como já disse e testemunhei recentemente, está sendo iniciada uma batalha na guerra pela Internet na União Internacional de Telecomunicações (ITU), uma organização das Nações Unidas.

por Vint Cerf para o Google Public Policy Blog em 2/08/2012

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

07/08/2012 at 20:18

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Kapital, metamorfose ambulante

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“A universalidade do capitalismo reside no fato de que o capitalismo não é o nome de uma ‘civilização’, de um mundo simbólico-cultural particular, mas o nome de uma máquina simbólico-econômica neutra, que opera com valores tanto asiáticos quanto com qualquer outro” (Žižek, Slavoj, A visão em paralaxe, São Paulo: Boitempo 2008)

Pesquisa de empresa de consultoria indica baixa performance de empresas transnacionais quando comparadas com empresas locais de mercados emergentes em que elas atuam. A pesquisa sugere que a causa pode estar na incapacidade da alta gerência em se adaptar às condições específicas desses mercados e na insistência em trabalhar com os modelos gerenciais que funcionam nos países desenvolvidos. Em resumo, elas têm que dançar mais conforme a música dos emergentes. E é o que provavelmente farão, como diz o urso barbudo na legenda aí de cima, e incontáveis outros autores. Segue artigo de Andrew Bowman para o  Financial Times em 26/07/2012, que dá uma pequena mostra dessa capacidade de autocrítica e adaptação do kapital.

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

31/07/2012 at 20:31

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Bayer e Novartis X Índia: a batalha legal pelo monopólio de preços de medicamentos na Índia

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O Secretário de Comércio estadunidense John Bryson para o Ministro do Comércio e Indústria Anand Sharma na Índia, em março de 2012: "Qualquer diluição do regime internacional de patentes é motivo de grande preocupação para os Estados Unidos"

O Secretário de Comércio estadunidense John Bryson para o Ministro do Comércio e Indústria Anand Sharma na Índia, em março de 2012: “Qualquer diluição do regime internacional de patentes é motivo de grande preocupação para os Estados Unidos”

Duas grandes multinacionais farmacêuticas lutam por patentes e pelo monopólio de preços nos tribunais indianos. Os resultados dos casos – envolvendo a Novartis e a Bayer – talvez venham a determinar o futuro do país enquanto maior fornecedor de medicamentos essenciais de baixo custo.

por Hans Lofgren para The Conversation em 5/05/2012

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Written by Gustavo Lapido Loureiro

11/06/2012 at 20:26